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17.3.12

Moby Dick - pág. 59


mas a Fé, como um chacal, se alimenta por entre os túmulos, e mesmo das dúvidas mortais recolhe sua esperança mais vital.


MELVILLE, Herman. Moby Dick. São Paulo: Cosac Naify, 2008. Tradução de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza.


10.3.12

Moby Dick - pág. 29



Por que quase todo rapaz forte e saudável e provido de espírito forte e saudável, numa ocasião ou noutra, fica louco para ir ao mar? Por que em sua primeira viagem como passageiro você sentiu aquela vibração mística, quando lhe disseram que você e o navio estavam fora do alcance dos olhos da terra? Por que os antigos Persas consideravam o mar sagrado? Por que os Gregos lhe atribuíram uma divindade separada e fizeram dele o próprio irmão de Jove? Tudo isso certamente tem um significado. E ainda mais profundo é o significado da história de Narciso, que, por não conseguir chegar à imagem provocativa e difusa que viu na fonte, nela mergulhou e se afogou. Mas nós vemos essa mesma imagem em todos os rios e oceanos do mundo. É a imagem do insondável fantasma da vida; e esta é a chave de tudo.


MELVILLE, Herman. Moby Dick. São Paulo: Cosac Naify, 2008. Tradução de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza.

2.11.10

Hawthorne e seus musgos (excerto)



Não podemos chegar a conhecer a grandeza inspecionando-a; não há nenhum olhar que a apreenda a não ser por intuição; não precisamos fazê-la tilintar, mas somente tocá-la e descobriremos que é ouro.


MELVILLE, Herman. Hawthorne e seus musgos. São Paulo: Hedra, 2009.